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sexta-feira, 14 de maio de 2021

Método usado por Psicologia do HMJMA facilita comunicação com pacientes com Covid-19

 

Comunicação entre profissional e paciente é facilitada por fichas com ilustrações

Devido à Covid-19, a equipe de Psicologia do Hospital e Maternidade José Martiniano de Alencar (HMJMA), da Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa), usa uma ferramenta especial para acompanhar os pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital. “Usamos placas com gravuras e letras, adaptadas da Fonoaudiologia. Ele só precisa apontar. Assim, sabemos o que ele está sentindo e se podemos ajudar”, explica a psicóloga Fernanda Pereira de Sousa.

A profissional conta que alguns pacientes da UTI se encontram conscientes, mas debilitados. “As vezes é difícil se comunicar, eles se cansam com a mínima interação”, diz. Como psicóloga, Fernanda levava orientações, mas sentia-se sensibilizada por não conseguir estabelecer o vínculo de interação. “Eu lembro do senhor Francisco, ele tinha feito a traqueostomia e foi o primeiro [com quem usei as placas]. Eu estava muito mal de não conseguir interagir, sabia que ele estava me ouvindo, ouvindo as orientações pra ele. Eu estava muito mal por isso, aí fiz as pranchas”, conta

Fichas trazem gravuras simples, como alfabeto e imagens que representam o tratamento e a família

Os objetos são inspirados no equipamento criado pela Faculdade de Fonoaudiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e trazem gravuras simples, como alfabeto, aspectos religiosos, questões sobre o tratamento e a família. “Assim, o paciente só precisa apontar e as gravuras permitem o entendimento mesmo ele estando limitado”, afirma.

E foi assim que o Francisco Oliveira Maia, de 59 anos, pediu informações sobre a alta hospitalar e a família. “Nunca vou esquecer. O senhor Francisco, no começo, me perguntou se ia ter alta. Ele me falou que estava triste por não conseguir falar, foi um choque acordar e não conseguir falar. Ele chorou bastante quando apontou para [a gravura da] família”, lembra Fernanda, que logo agendou uma videochamada entre ele e a família. “Eu só ouvia, não falava. Fiquei feliz. Queria voltar para casa”, complementa Francisco, que agora se recupera em casa, em Icapuí, a 202 km de Fortaleza.

Francisco Maia, de 59 anos, interagiu com equipe por meio das placas; recuperado, ele mantém fisioterapia em casa

O fabricante de sal conta que passou 25 dias intubado, sendo dois deles em Icapuí e 23 no Hospital Martiniano de Alencar, para onde foi transferido. Apesar de não ter muitas lembranças do momento em que acordou, disse lembrar bem da “amiga” que fez. “Eu lembro demais, foi minha maior amiga. Eu achava que estava [internado] há mais de ano, não acreditava que eles ligavam [para minha família]. Não consegui falar por causa da traqueostomia. Ela trazia umas figuras, umas letras. Ela me ajudou muito. Aí pedi pra ver [chamada de vídeo] porque eu não acreditava. Nossa, foi bom demais”, rememora.

Francisco teve alta no dia 15 de abril e faz fisioterapia diariamente em casa. Assim como ele, muitos outros pacientes e familiares estão sendo beneficiados pelo método. “O vínculo deu tão certo que ele pediu para me chamarem quando teve a alta, para nos despedir”, enfatiza Fernanda. O HMJMA tem atendido pacientes com Covid-19 desde 19 de fevereiro e já realizou mais de 220 altas hospitalares.

Diana Vasconcelos - Ascom do HMJMA - Texto

#Comunicação #HMJMA #Psicologia


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