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sábado, 24 de abril de 2021

SSPDS presta homenagem aos médicos veterinários que cuidam dos animais da segurança pública

 


No último sábado do mês de abril, dia 24, é celebrado o Dia Mundial da Medicina Veterinária. A data foi estabelecida há 21 anos pela Associação Mundial de Veterinária (World Veterinary Association – WVA) com o intuito de promover a Medicina Veterinária no mundo inteiro. Ainda diante das comemorações do Abril Laranja, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS/CE) se apropria da data para enfatizar o valoroso trabalho dos profissionais veterinários em prol da saúde dos animais que atuam nas forças da segurança do Estado apresentando os cuidados necessários e o manejo adequado com alimentação, vacinação e o bem-estar.

Responsáveis pelas cadelas Noah (pastor belga de Malionis) e Anny (labrador), na Companhia de Busca, Resgate e Salvamento com Cães do Batalhão de Busca e Salvamento (CBRESC/BBS) do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará (CBMCE), o cabo Rafael Gomes e soldado Diego Gomes se revezam na condução das operações desses animais com os cuidados veterinários para com os cães da companhia. Formados em Medicina Veterinária, eles se orgulham em poder estar atuando nessas honradas missões: salvar vidas humanas e cuidar dos animais. “Além da função de busca e salvamento onde treinamos os cães, como veterinários, monitoramos a saúde desses animais preservando o seu bem-estar e cuidando para que eles estejam sempre aptos para executar todas as tarefas inerentes a seu ofício”, destaca o cabo Rafael Gomes.

A CBRESC/BBS do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará conta atualmente com 13 animais das raças labrador, pastor belga de Malinois, boiadeiro-australiano e border collie. O bombeiro militar explica que uma das principais condutas empregadas no tratamento com os cães é o manejo preventivo: “Temos cuidados com a alimentação, com o manejo nutricional adequado para observar se o cão estará apto para as atividades que executam no dia a dia e o manejo preventivo contra algum tipo de doença, com a aplicação dos protocolos das vacinas e das vermifugações”. Ele explica que a companhia conta com a parceria de clínicas veterinárias para a realização de exames clínicos e laboratoriais de acompanhamento da saúde dos cães.

O cabo Rafael Gomes destaca que ser veterinário era um sonho antigo. Inicialmente ele conseguiu aprovação no concurso para bombeiro militar. Já trabalhando na corporação, foi aprovado para a faculdade de Medicina Veterinária e, no final do curso, recebeu convite para trabalhar no canil do Corpo de Bombeiros. Naquele momento, lembra ele, a realização do seu sonho foi completa. Já com o soldado Dyego Gomes, sua trajetória foi inversa. Ele cursava Veterinária quando surgiu o concurso para o Corpo de Bombeiros. Aprovado e já na corporação, ele mostrou interesse em trabalhar no canil. Recebeu o convite e hoje ele se esmera, junto com o cabo Rafael, na atenção para os seus parceiros de quatro patas.

CPCães

Os 48 animais do canil da Companhia de Policiamento de Cães (CPCães) da Polícia Militar do Ceará (PMC) recebem toda a atenção dos veterinários Guilherme Porto e sargento Alex Freire de Brito. No Departamento de Medicina Veterinária do canil, os bichos contam com excelente suporte médico. “Aplicamos as vacinas desde o controle de leishmaniose, que é o calazar, até as vacinas antirrábica, a de controle das viroses, tosse dos canis e da giárdia. A vermifugação e a medicação contra carrapato são feitas frequentemente de três em três meses”, detalha o médico veterinário Guilherme Porto.

Como os cães desta companhia são empregados no patrulhamento ostensivo e na detecção de entorpecentes, eles apresentam uma carga de exercícios muito pesada. Para isso, explica o veterinário, os cães têm o auxílio de uma alimentação reforçada com suplementos. “Oferecemos para eles uma ração super prêmio e de melhor qualidade, pois encaramos nossos cães como verdadeiros atletas. Com esse reforço alimentar, a gente faz com que o animal consiga trabalhar de forma eficaz, não perca peso e tenha uma plena saúde”, ressaltou.

O sargento Brito destaca a sua paixão pelos animais. “Primeiro veio a carreira militar em 2001 e em 2009 concluiu a faculdade de Medicina Veterinária. Ao terminar o curso, meu sonho era cuidar dos cães da Polícia Militar, e consegui. Na CPCães fiz o curso de Cinotecnia, no qual fui habilitado a ser adestrador de cães. Atualmente no Canil da PM ajudo a cuidar, junto com meus amigos de trabalho, desses cães que são nossos companheiros inseparáveis. É muito gratificante cuidar deles, mantê-los saudáveis para o trabalho, que é de grandiosa importância para a sociedade cearense.”

 

Denarc

O plantel da Delegacia de Narcóticos (Denarc) da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) é formado atualmente por três cães – a cadela Palace, o cão Shyriu, ambos pastores belgas de Malinois e a cadela Arya, uma labradora. São cães com treinamento exclusivo para faro de entorpecentes. A manutenção do treinamento e o cuidado com a alimentação desses animais têm a total dedicação dos inspetores desta delegacia, que realizaram curso de auxiliar de veterinário. Já em relação a aplicação de vacinas e procedimentos médicos, eles recorrem a profissionais veterinários sempre que necessário.

A inspetora Cintya Ribeiro, há oito anos na Polícia Civil, abraçou a paixão que tem pelos animais e passou a cursar a faculdade de Medicina Veterinária como forma de se dedicar ainda mais com a atenção que esses animais necessitam. Ela informa que diariamente os agentes fazem verificação nos cães, observando sua pelagem, brilho dos olhos, se comeram direito e se há alguma alteração nas fezes e na coloração da urina. “Se,, porventura, constatarmos que há alguma alteração e que o cão não tenha condições de trabalho, liberamos o animal naquele dia”, ressaltou a futura médica veterinária ao explicar que o cão tem seis horas de trabalho diárias e que é sempre levado em conta a saúde e o bem-estar do animal.

Ainda em relação aos cuidados com os animais da delegacia, a inspetora informa que todo o histórico dos cães fica anotado em um quadro à disposição dos agentes a fim de acompanhar as datas das próximas vacinações, das vermifugações, da troca das coleiras antipulgas e também sobre o revezamento do uso dos animais nas operações de combate ao tráfico de drogas.

Cavalaria da Polícia Militar

O Departamento Médico Veterinário do Regimento de Polícia Montada Coronel Moura Brasil (RPMont), a Cavalaria da Polícia Militar do Ceará (PMCE) é responsável por 125 cavalos que ficam alocados nesse regimento em Fortaleza. O 1º tenente José Luiz Lima Colares, chefe do departamento, explica como se dá o processo dos cuidados veterinários da cavalhada com o auxílio do médico veterinário civil Miguel Marcos Oliveira de Melo. “Temos toda atenção quanto ao manejo sanitário, ao manejo alimentar e na rotina do dia a dia dos nossos animais”, ressaltou.

Em relação à alimentação, ele informa que são ofertados, diariamente, cinco quilos de ração para cada cavalo. Esse quantitativo é fracionado de duas vezes: 2,5 quilos, às 6 horas da manhã e a outra metade, às 14 horas. Além da ração rica em nutrientes, são ofertados dois quilos de capim verde por animal, às 9 horas da manhã. “Alguns animais, dependendo da demanda e da necessidade, recebem uma suplementação, principalmente os potros, na fase final de doma (adestramento) e para algum cavalo do policiamento que esteja mais debilitado, seja por ter tido algum problema de saúde ou ter passado por uma pequena cirurgia”.

Além da ração e do capim verde, acrescenta o 1º tenente Colares, é ofertada a alfafa para as éguas da remonta e para os potros, como uma forma de suplementação alimentar a fim de estimular o crescimento dos potros e o excelente desenvolvimento do feto das éguas, que estão em processo de gestação. “No final do dia, ofertamos para todos os animais cinco quilos de feno, que é o capim desidratado e que tem a função de fibra para ajudar no trato gastrointestinal. O feno é ofertado por volta das 17 horas, ficando à disposição deles no restante do dia e à noite toda”, ressaltou.

Em relação às vacinas, o 1º tenente Colares explica que os animais são imunizados duas vezes por ano e vermifugados quadrimestralmente. Além das vacinas comuns, eles recebem vacinas especiais, que são para combater a encefalomielite (inflamação do cérebro e da espinha medular) e a rinopneumonite (doença que ataca o sistema digestivo dos animais). “A cada bimestre coletamos o sangue dos nossos animais para exames que detectam a anemia infecciosa equina (AIE) e o mormo, que são duas zoonoses sérias. Mas, graças a Deus, há muito tempo não temos nenhum caso delas em nosso regimento”, frisou.

Quanto ao bem-estar dos animais, o militar explica que há toda uma atenção para que as éguas e cavalos do regimento sintam-se num ambiente mais similar como se estivessem soltos na natureza. “Temos vários piquetes (grandes áreas cercadas) no regimento e soltamos os animais neles, principalmente os que estão de folga para que eles passem o dia solto em vez de ficar em uma baia. Isso proporciona ao animal uma melhor qualidade de vida”, destacou.

Ascom SSPDS - Texto e Fotos


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