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terça-feira, 30 de março de 2021

Doação domiciliar reforça estoques dos bancos de leite durante pandemia

 

A médica neonatologista Ana Lia Rocha, de 28 anos, vive a experiência de ser doadora de leite

Rico em nutrientes e anticorpos, o leite materno é o alimento ideal para recém-nascidos e essencial para a recuperação de bebês prematuros. Com o cenário de pandemia, os bancos de leite e postos de coleta dos hospitais vinculados à Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) estão fortalecendo a doação domiciliar para reforçar os estoques.

A médica neonatologista Ana Lia Rocha, de 28 anos, vive a experiência de ser doadora de leite materno para o Banco de Leite do HRN. “Eu tinha um sonho de ser mãe, poder amamentar, e outro sonho era poder doar leite. Sou pediatra e via a necessidade dentro da Neonatologia, o quanto era importante e precioso esse líquido para ajudar os bebês a se recuperarem. Poder estar hoje do outro lado doando é realmente a realização de um sonho, uma forma de poder doar vida”, celebra.

Lia é mãe de Melissa, de 3 meses, e é doadora de leite materno há um mês. “Senti a necessidade de doar, principalmente, porque estamos nesse tempo de pandemia”, explica. Ela lembra que a filha é amamentada de forma exclusiva pelo leite humano. “A melhor forma de estimular a produção é doando”, ensina.

“As doações domiciliares estão sustentando os estoques dos bancos de leite neste tempo de pandemia”, afirma a enfermeira do banco de leite do HRN, Livia Muniz. A estimativa do Hospital Regional Norte (HRN), da Sesa, administrado pelo Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), é de coletar 40 litros mensais para suprir as necessidades dos bebês das unidades neonatais.

Segundo a coordenadora do Banco de Leite do HRN, Renata Karen Oliveira, o leite materno é fundamental na recuperação dos bebês. “A doação domiciliar é muito importante para prematuros, que muitas vezes não dispõem da mãe para fazer a ordenha por questões clínicas, já que a mãe pode estar em ambiente hospitalar, em outro município ou pela questão da descida do leite, que fica prejudicada nesses pacientes prematuros”, avalia.

Ao entrar em contato com o Banco de Leite do HRN, as futuras doadoras fazem um pré-cadastro, enviam os documentos e os exames rápidos são realizados na primeira visita domiciliar. A doadora faz testes de sangue para identificar hepatites B e C, HIV e Sífilis. Também recebe um kit doadora com máscara, gorro, gases e frascos, além de treinamento de como ordenhar. “Quando identificamos possíveis sujidades ou acidez elevada, na próxima visita já damos um retorno para essa mãe para que elas vão corrigindo”, complementa Lívia Muniz.

Manutenção do estoque

Maria Costa, enfermeira do Banco de Leite Humano do Hospital Infantil Albert Sabin (Hias), ressalta que a doação domiciliar é necessária para a manutenção do estoque. “Somos um hospital infantil que recebe recém-nascidos que muitas vezes não estão acompanhados de suas mães, e esse leite da doação domiciliar tem sido fundamental. Principalmente neste período de pandemia, de casa, essas mães estão doando e salvando a vida dessas crianças”.

De acordo com a profissionais de saúde, além de informações sobre a realização da coleta domiciliar via teleatendimento, as mães também recebem orientações sobre boas práticas para a amamentação diante de dificuldades para garantir o aleitamento de seus filhos. Maria reforça que qualquer mulher saudável em processo de amamentação pode ser uma doadora. A coleta do leite é feita gratuitamente em domicílio.

Teresa Fernandes e Eduarda Talicy - Ascom do HRN e do Hias - Texto
Teresa Fernandes - Foto Iza Machado - Arte gráfica

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