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sexta-feira, 5 de março de 2021

Ceará impulsiona ampliação de leitos durante a pandemia

 


Uma das principais medidas de enfrentamento à pandemia de Covid-19 por parte do Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), é a disponibilização de leitos de enfermaria e de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto para tratar pacientes com quadro clínico moderado ou grave da doença. A transformação ou criação de novas vagas para tratamento da Covid-19 são um marco histórico, pois impulsionaram o Programa de Modernização da Saúde, levando estruturas hospitalares complexas para todas as regiões cearenses.

Se for possível lançar um olhar positivo para este momento, fica visível o legado da disponibilização e descentralização da oferta de leitos no Ceará. O crescimento é nítido: ao fim de 2019, a Rede Sesa contava com 13.232 leitos de enfermaria (contemplando clínica, obstetrícia, cirúrgica e pediátrica) e 428 leitos de UTIs. Já no pico da primeira onda da pandemia, em maio de 2020, o Estado havia disponibilizado 16.069 enfermarias (sendo 2.040 somente para Covid) e 1.347 leitos de UTIs (destas, 911 de atendimento para pacientes com coronavírus).

Neste momento de confirmação de segunda onda da pandemia, em março de 2021, o Ceará trabalha para entregar à população até o fim do mês mais de 16.600 leitos de enfermaria (2.600 Covid) e 1.560 leitos de UTI (sendo 1.074 para Covid). Na comparação com o cenário de 2019, a capacidade de atendimento em enfermarias no Estado cresceu 25% enquanto a quantidade leitos de UTIs estaduais saltou 264%. “O legado disso será percebido ao fim da pandemia, quando grande parte dessas estruturas não será removida nem desativada, consolidando a regionalização da Saúde no Ceará. Pelo menos mil leitos de UTI permanecerão ativos”, destaca o secretário da Saúde no Ceará, Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho (Dr. Cabeto).

O Ceará projeta manter, ao fim deste ano, unidades de terapia intensiva em 18 das 22 Áreas Descentralizadas de Saúde (ADS). Antes da pandemia, três ADS (Fortaleza, Juazeiro do Norte e Sobral) eram contempladas com estruturas dessa complexidade. É importante ressaltar que um leito de UTI precisa ser equipado com monitores cardíacos, cama elétrica projetada, oximetria de pulso, rede de gases, aparelho de ventilação mecânica, bombas de infusão contínua, aparelho desfibrilador, entre outros insumos necessários à atenção ao doente criticamente enfermo. Além disso, a unidade hospitalar que recebe leitos de UTI é ampliada com setor de diagnóstico por imagem e equipe multiprofissional especializada.

Perto do limite

A oferta de leitos pela Sesa tem limite, alerta o secretário. “O crescimento da capacidade do Estado em atender à população não pode ser visto como motivo para relaxar os cuidados individuais. Neste momento em que estamos abrindo mais leitos, a ocupação também cresce. O momento é de preocupação e cautela. Estamos perto do limite em todas as regiões do Ceará, tanto na rede pública como nos hospitais particulares. O agravamento da pandemia é observado em todo o Brasil e em outros países. Dessa forma, cada cidadão ainda tem a responsabilidade de seguir os protocolos de uso de máscara, higienização das mãos e distanciamento social”.

Guto Castro Neto - Ascom Sesa Texto
Francisco Oliveira Artes gráficas

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