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quinta-feira, 4 de março de 2021

Alimentos podem prevenir transtornos mentais, como depressão e ansiedade

 


Especialistas do Hospital de Saúde Mental Professor Frota Pinto (HSM), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), alertam sobre a importância da alimentação na busca por uma saúde mental equilibrada. A ausência de determinados alimentos pode deixar uma pessoa sem energia, triste, mal humorada, com sono desregulado, desanimada e estressada.

A nutricionista clínica do HSM, Vitória Oliveira, explica que a alimentação está diretamente ligada à saúde mental, por meio do eixo cérebro-intestino. “Atualmente, o intestino humano é reconhecido como nosso segundo cérebro, devido à capacidade de influenciar o funcionamento de diversos órgãos e tecidos corporais. Por isso, a alimentação de qualidade, aliada a hábitos de vida saudáveis, promove uma saúde mental adequada”.

Outro fator importante é que nossos neurônios produzem substâncias chamadas de neurotransmissores, que são responsáveis por nossos estados emotivos. “Já temos comprovações científicas que os alimentos podem aumentar a expressão dos neurotransmissores excitatórios, responsáveis pelas sensações de prazer e felicidade”, pontua.

Alimentos indicados para melhorar a saúde mental

Uma alimentação que pode melhorar o intestino e, consequentemente, a saúde mental tem como base alimentos in natura e minimamente processados. Ou seja, alimentos provenientes da natureza e que passem por mínimos processos industriais. “O recomendado é priorizar alimentos naturais, como frutas, legumes, verduras, hortaliças, grãos integrais, carnes magras e peixes, ovos, feijão e produtos lácteos desnatados. Ter um consumo regular de fontes de gorduras boas também é imprescindível para a saúde mental, através de peixes como sardinha e atum, sementes como chia e linhaça, além do azeite de oliva extra virgem”, orienta Vitória.

A nutricionista reforça que devemos evitar os alimentos industrializados, pois são ricos em aditivos alimentares, e estudos científicos mostram grandes prejuízos no consumo desses aditivos, principalmente por ficarem acumulados em órgãos como o cérebro humano. “Deve-se, também, evitar o alto consumo de carboidratos refinados e farináceos, optando por carboidratos complexos e fonte de carboidratos alternativos como os tubérculos (macaxeira, batata e inhame)”.

Alimentos benéficos diante da depressão e ansiedade

De acordo com a nutricionista, alguns alimentos, quando associados a uma mudança para um estilo de vida mais saudável, podem apresentar efeito benéfico diante da depressão, como a cúrcuma, a beterraba, as frutas vermelhas, o iogurte natural integral, o abacate, a canela, o cacau e o kiwi. Para aliviar a ansiedade, ela aponta os chás de mulungu, melissa e folha de maracujá, pois aumentam a produção de neurotransmissores inibitórios, sendo capazes de aliviar a ansiedade.

De acordo com a psiquiatra do HSM, Nayana Holanda, uma dieta saudável está entre os cuidados que contribuem com a nossa saúde mental, assim como a psicoterapia, prática de atividade física regular, manutenção de uma boa higiene do sono, suporte social adequado e tempo para atividades de lazer. “É o que chamamos de medidas não farmacológicas para uma boa saúde mental. Essas ações servem como prevenção de adoecimento mental e são úteis também no seu tratamento. Inclusive, para boa parte dos casos, podem ser a única estratégia terapêutica”, afirma.

Entretanto, alguns pacientes, geralmente aqueles que apresentam quadros moderados a graves, terão necessidade de tratamento farmacológico associado. “Nesses casos, o uso de medicamentos deverá ser feito de modo regular, conforme recomendação médica, após uma avaliação individualizada. Não se deve tentar substituir por conta própria um medicamento prescrito pelo médico por um determinado alimento, chá ou algo semelhante. O cuidado com a alimentação e com as demais medidas farmacológicas deve ser mantido durante todo o tratamento medicamentoso. Isso vai contribuir para melhores resultados no seu tratamento e, em alguns casos, pode até abreviar o tempo de uso dos medicamentos”, alerta a psiquiatra.

Milena Fernandes - Ascom HSM texto
Gabriel Caúla Artes gráficas

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