Ceará fecha 2020 com saldo de 18,5 mil vagas de empregos e ocupa a 2ª colocação no NE e a 8ª no país, respectivamente ~ TribunaIguatu.com
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Ceará fecha 2020 com saldo de 18,5 mil vagas de empregos e ocupa a 2ª colocação no NE e a 8ª no país, respectivamente

 


O Ceará, apesar do ano difícil da pandemia do coronavírus, ficou na sétima posição no ranking nacional e em primeiro no Nordeste dentre os estados que mais geraram empregos com carteira assinada (empregos formais) no quarto trimestre de 2020. Já no acumulado do ano, o Estado obteve a oitava colocação no Brasil e a segunda no Nordeste dentre os estados com maiores saldos positivos. O Ceará gerou 74.663 vagas e perdeu 56.117, resultando em um saldo de 18.546 empregos formais.

A perda de vagas no Ceará ocorreu no auge da crise, entre os meses de março e junho de 2020. No entanto, logo após o relaxamento das medidas de isolamento social, o mercado de trabalho do Ceará reagiu e apresentou uma boa recuperação, quando foram as criadas 65.126 vagas, resultando no saldo positivo. As constatações estão no Ipece Informe (Nº 190 – Fevereiro/2021) Efeitos da Covid, sobre o saldo de empregos celetista cearense em 2020, publicado pela Diretoria de Estudos Econômicos (Diec) do Instituto de Pesquisa e Estratégia econômica do Ceará (Ipece), órgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Governo do Estado do Ceará.

De acordo com o analista de Políticas Públicas do Ipece Alexsandre Lira Cavalcante, a recuperação de vagas de empregos formais do Ceará, tanto no quarto trimestre, especificamente, bem como no ano de 2020, é decorrente de alguns setores da economia. “A principal explicação para isso recai sobre a boa performance das atividades de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas; construção; indústria de transformação; e administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais”.

Ele observa, no entanto, que algumas atividades enfrentaram grandes dificuldades por estarem muito ligadas ao setor de turismo e eventos, a exemplo das atividades de Alojamento e alimentação e de Transporte, armazenagem e correio, que foram muito afetadas pelas medidas adotadas de isolamento social no combate a pandemia. O analista de Políticas Públicas afirma que as medidas de isolamento social afetaram o mercado de trabalho em todos os estados, em diferentes magnitudes. Porém, a economia em todos os estados apresentou expressiva melhora. O trabalho já pode ser acessado na página do Ipece, na íntegra.

Nacional

O Brasil registrou, nos meses de janeiro e fevereiro, dois saldos positivos de empregos, mas a partir do mês de março o País passou a registrar perdas contínuas de postos de trabalho com carteira assinada, bastante influenciado pelas medidas de isolamento social no combate a pandemia do novo corona vírus. Esse processo de destruição de vagas formais de emprego perdurou até junho do mesmo ano, mês que se iniciou o processo de reabertura de várias atividades econômicas, com o relaxamento das muitas restrições impostas em vários estados do País. Entre os meses de março e junho de 2020, o País fechou 1.618.219 vagas de trabalho.

A partir de julho ocorreu um processo contínuo de criação de vagas de trabalho até novembro. Neste período, o Brasil criou um total de 1.486.453 vagas de trabalho, que, somado com o saldo positivo dos dois primeiros meses, alcançou a marca de 1.828.815 vagas, resultando num saldo positivo até novembro de 210.596 vagas. A diminuição de vagas observada em dezembro (-67.906 vagas) não impediu que País fechasse o ano de 2020 com um saldo positivo de 142.690 vagas, revelando que 2020 não foi totalmente perdido.

Pádua Martins - Ascom Ipece

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