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terça-feira, 22 de dezembro de 2020

Mulher suspeita de participação em dez homicídios é presa pela Polícia Civil do Ceará em São Paulo



O fim de um relacionamento foi o pano de fundo para uma sequência de violência e mortes ocorridas este ano em Itaitinga. Essa é a conclusão de um trabalho investigativo da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), conduzido pela Delegacia Metropolitana de Itaitinga, com o apoio do Departamento de Inteligência Policial (DIP). As investigações das diversas mortes chegaram ao nome de Valesca Teixeira dos Santos (22), presa após um trabalho integrado da Polícia Civil do Ceará com a Polícia Civil do Estado de São Paulo. Contra ela havia um mandado de prisão temporária. Valesca foi recambiada para o Ceará, na noite dessa sexta-feira, 18, por policiais civis da Delegacia Metropolitana de Itaitinga e do Departamento de Polícia Judiciária Metropolitana (DPJM).

Os 2.908 quilômetros que separam Itaitinga (CE) da cidade de Santo André (SP) não foram suficientes para evitar que Valesca fosse presa pelos crimes atribuídos a ela. Pelo menos, dez homicídios ocorridos em Itaitinga tem como motivação a desavença entre a mulher e o ex-companheiro, identificado como José Flávio de Sousa (44), o “Zé Flávio”, que já responde a dez procedimentos policiais por homicídios, tráfico de drogas, ameaça, crimes contra a administração pública, dano, porte ilegal de arma de fogo e por integrar organização criminosa. Ele é apontado como chefia de um coletivo criminoso atuante em Itaitinga.

Após o fim do casamento, a mulher passou a se relacionar com um suspeito de integrar um grupo criminoso rival ao do ex-companheiro. Por causa disso, o grupo, no qual integra “Zé Flávio”, passou a matar pessoas ligadas à Valesca. Já a mulher, passou a repassar informações privilegiadas para o grupo rival referente à localização de comparsas do ex. Passou então a existir uma disputa intensa entre os criminosos pela disputa de território em Itaitinga.

A história

As investigações que culminaram na identificação dela iniciaram após um triplo homicídio ocorrido no dia 7 de junho, em Itaitinga, quando três pessoas foram mortas em um bar. Juliésio Alves da Costa, 28 anos; Antônio Mikael Batista da Silva, 16 anos; e Ericlis Assunção da Silva, 24, foram atingidos por disparos de arma de fogo no estabelecimento conhecido por “Bar do Lázaro”, na localidade de Angorá.

Em represália, o grupo criminoso teria revidado, matando Eduardo do Carmo Gomes, 22 anos, cunhado de Valesca. A Polícia Civil por meio de seus levantamentos chegou à informação que Eduardo teria apontado a localização das três vítimas do “Bar do Lázaro” aos seus executores. Ele teria agido sob ordem de Valesca. O corpo do homem foi encontrado enterrado em uma pedreira na cidade de Itaitinga, no dia 5 de julho. Ele estava desaparecido desde o dia 13 de junho.

Com isso, desencadeou-se uma série de homicídios. O irmão de Eduardo, Lucas do Carmo Gomes, 20 anos, que seria preso posteriormente, passou a cometer homicídios em Itaitinga visando vingar o crime contra o familiar. No dia 30 de junho, Lucas e outros partícipes executaram Antônio Alisson Alves Assunção, 22 anos, conhecido por “Ála”. Ele foi morto com vários tiros nas proximidades de um hospital no município situado na Região Metropolitana. “Alá” já respondia por tráfico de drogas, associação para o tráfico, posse ilegal de arma de fogo de uso restrito, roubo e crime de trânsito. Contra ele havia ainda um mandado de prisão por tráfico de drogas.

No dia 3 de julho, dois dias antes do corpo de Eduardo ser encontrado, Lucas e outros suspeitos também teriam executado Josivan Gregório do Nascimento, 31 anos, e seu irmão, Jair Gregório do Nascimento, 28 anos. O crime ocorreu no bairro Barrocão, também em Itaitinga. Josivan já respondia a quatro homicídios consumados, um tentado, além de roubos, associação criminosa e porte ilegal de arma de fogo.

Lucas e dois comparsas, André Alexandre Soares, 37 anos, e Abdeel da Silva Batista, 18, foram presos pela Polícia Militar do Ceará (PMCE) no dia 17 de setembro. Na ocasião, os homens estavam em posse de um fuzil calibre 556 e vestindo coletes balísticos. Eles foram capturados após efetuarem disparos em via pública, também em Itaitinga. A abordagem ocorreu momentos depois, quando o trio estava em um táxi.

A morte da irmã de Valesca

Outra pessoa a ser executada foi a irmã de Valesca. Alicia Mariana Oliveira Duarte, 16, que também era companheira de Eduardo Gomes, foi morta quando transitava em uma motocicleta, no bairro Angorá. O crime ocorreu no dia 24 de outubro. Novamente em retaliação, o grupo de Valescaé suspeito de executar Nataniel Oliveira Pereira, 20 anos, com tiros de fuzil no bairro Ocupação, em Itaitinga.

Conforme levantado nas investigações, em suas redes sociais, Valesca postava mensagens e fotos com ameaças aos integrantes do grupo rival. Todo o material colhido culminou na representação pelo mandado de prisão contra ela, que foi cumprido no estado de São Paulo. A partir da sua captura, a Polícia Civil agora trabalha para identificar a participação dela em outras ocorrências criminosas, além de prender os demais integrantes dos grupos, entre executores e partícipes.

Repórter Ceará (Foto: Arquivo pessoal)

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