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sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Covid-19: saiba tudo sobre as principais vacinas experimentais


Mais de 175 vacinas para o novo coronavírus estão em desenvolvimento em laboratórios de todo o mundo, de acordo com a Organizaçõe Mundial de Saúde (OMS). Desde o começo da pandemia, cientistas buscam agilizar o processo de conclusão do antídoto que a população mundial inteira espera e, atualmente, 34 protótipos estão em período de testes em humanos.

Todas as vacinas devem passar por uma fase de teste laboratorial, três períodos de testagens em humanos e, no caso da vacina da Covid-19, uma autorização emergencial será concedida para que possa ir para a aprovação final e distribuição.

Confira as principais vacinas e a fase em que cada uma está:
AstraZeneca/Oxford

A vacina ChAdOx1, em desenvolvimento pela farmacêutica sueco-britânica AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, está com fases combinadas: o período 2 e 3 acontece na Inglaterra e Índia, enquanto Brasil, África do Sul e Estados Unidos vacinam para a fase 3. A AstraZeneca indicou que pode começar a fornecer vacinas de emergência em outubro, a depender dos resultados.

Esta vacina experimental foi a primeira a ser autorizada pela Anvisa para testes no Brasil, em junho. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) firmou acordo com a biofarmacêutica AstraZeneca pela transferência de tecnologia para a produção no País.

Sinovac Biotech

A Coronavac, vacina em produção pela empresa chinesa Sinovac Biotech, está em testes da fase 3 no Brasil desde julho, em parceria com o Instituto Butantan e, neste mês de agosto, foi lançada a testagem na Indonésia.

Com a conclusão das fases 1 e 2 em 743 voluntários, a empresa divulgou que não foram notados efeitos colaterais graves e produziram uma resposta eficaz.
Sinopharm

A estatal chinesa Sinopharm está com duas vacinas de vírus inativados sendo desenvolvidas pelo Instituto de Produtos Biológicos de Wuhan e outra pelo Instituto de Pequim. Ambas se encontram na fase 3 de testes nos Emirados Árabes Unidos.

As duas vacinas da empresa foram recebidas por 5 mil voluntários. Em julho, o presidente da Sinopharm disse que a vacina pode estar pronta para uso até o final do ano.
Moderna

O laboratório americano Moderna Therapeutics colocou sua vacina na fase 3 de testes em julho, com testagem em mais de 30 mil adultos dos Estados Unidos. Anteriormente, em parceria com o National Institutes of Health, a biofarmacêutica descobriu que a vacina produzida protegeu completamente macacos do novo coronavírus. Os resultados da fase dois foram promissores.

Neste mês de agosto, o governo americano incentivou a pesquisa da empresa com $ 1,5 bilhão (cerca de R$ 8,4 bilhões) em troca de 100 milhões de doses, caso a eficácia seja comprovada.
Johnson & Johnson

A vacina da norte-americana Johnson & Johnson é a quarta e mais recente aprovada pela Anvisa para testes da fase 3 no Brasil, que deve iniciar em setembro. O experimento da farmacêutica é baseado no Adenovírus 26, assim como a vacina produzida anteriormente para o Ebola pela mesma empresa.

As provas do estágio final serão feitas em mais de 60 mil pessoas em todo o mundo, sendo 7 mil no Brasil. Os voluntários serão dos estados do Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Paraná.
Pfizer/BioNTech

Esta vacina é uma parceria entre a farmacêutica alemã BioNTech, com a norte-americana Pfizer e a chinesa Fosun Pharma. Atualmente, testes das fases 2 e 3 estão combinados e sendo feitos em 30 mil voluntários nos Brasil, Estados Unidos, Argentina e Alemanha. No Brasil, os testes estão acontecendo em São Paulo e Salvador.

Nas fases 1 e 2, os voluntários produziram anticorpos e células do sistema imunológico (células T) contra o SARS-CoV-2. A Pfizer se pronunciou dizendo que, se aprovada, fabricará mais de 1,3 bilhões de doses até o final de 2021.

Novavax

A Novavax, sediada em Maryland, nos Estados Unidos, lançou testes iniciais da vacina para Covid-19 em maio. Atualmente, o antídoto experimental está na fase 1 e 2, ambas acontecendo ao mesmo tempo.

Segundo a empresa em recente divulgação preliminar do estágio 1, os resultados são positivos. A fase 2 está acontecendo com voluntários da África do Sul. O último estágio deve iniciar em setembro.
Inovio

O medicamento da Inovio obteve resultados positivos na fase inicial de testes em humanos, segundo comunicado divulgado em junho pela empresa de biotecnologia farmacêutica. A segunda fase, no entanto, ainda não foi anunciada.

J. Joseph Kim, diretor-presidente da Inovio, revelou que quer acelerar os testes da vacina por que esta é a única baseada em ácido nucleico, que permanece estável em temperatura ambiente por mais de um ano, não necessitando de congelamento.
Gamaleya (Rússia)

Anunciada pelo presidente Vladimir Putin em agosto, a Sputnik V, vacina produzida pelo instituto Gamaleya, da Rússia, que foi recebida com ceticismo pelo mundo por não ter seus resultados publicados, foi aprovada para uso prévio pelo governo da Rússia. Mais de 40 mil pessoas deverão receber a dosagem nos centros médicos do país em breve, como parte dos testes da fase 3. No entanto, resultados da fase 1 e 2 não foram publicados.

Cientistas russos afirmam que negociam com o Brasil e outros países a produção em larga escala. O estado do Paraná fechou parceria com o governo da Rússia para desenvolver a vacina, porém, a Anvisa não aprovou nenhum teste clínico até agora.

Esta matéria está em atualização, com base no avanço das pesquisas de desenvolvimento das vacinas


Por: Diário do Nordeste.

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