COLUNA ‘ESPAÇO ABERTO’ – FERNANDES NETO: Comunicação e a Ética No Rádio

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A partir do momento em que estamos com os ouvidos atentos a
um programa de rádio se espera sempre que a rádio cumpra o seu verdadeiro papel
de comunicar e fazer dela um meio de comunicação social. O mínimo que se espera
de uma programação radiofônica é que ela seja estruturada dentro da ética. A
ética está associada ao estudo fundamentado dos valores morais que orientam o
comportamento humano em sociedade.

Aquilo que atribuímos à palavra ética, muito em voga nos dias
de hoje, está caindo em desuso nesses meios de comunicação e perdendo espaço
para dar lugar a procedimentos indignos ou pérfidos, sórdidos e situações
decorrentes de radialistas que esqueceram que o rádio foi programado para
educar e não deseducar.

O rádio, na acepção do seu objetivo maior, deve ter um
direcionamento como um “norte” para aqueles que tem a missão de
comunicar e saber usar um microfone. Essa missão é de todos que fazem a árdua
missão de fazer valer a função de uma rádio, seja repórter, redator, diretor,
dono de rádio que é o responsável maior por quem está no microfone e
principalmente quem faz locução, que no mínimo deve medir e pesar o que vai
proferir e expor aos ouvintes de sua emissora.

Todo comunicador de rádio tem o dever “sagrado” de
cultivar a tão falada ética como prioridade na sua fala usando a clareza e a
precisão da informação com muita seriedade. Fazer rádio não é nenhuma
brincadeira de mau gosto, é seriedade, mesmo que existam alguns jargões e toque
de irreverência, mas pautado na seriedade, porque nem sempre o povo gosta da
discórdia, porque a agressão não faz parte do gênero do radialismo.

A Comunicação deve ser feita com as informações desnudadas de
preconceitos e sem exposição do ridículo porque o principal objetivo é a
interação com o conceito de excelência do jornalismo que faz parte do processo
de fazer comunicação. Aquilo que se faz sem primar pela ética mostra somente
que, mesmo que se tenham muitos anos de experiência, um despreparo imensurável
e chegando ao limite do insuportável, pois a estupidez está se tornando tão
banal que acaba comprometendo toda uma classe de profissionais como se ver no
rádio, que tem na sua maior objetividade fazer uma comunicação voltada para o
social e um bem de utilidade pública.

O que se quer atualmente é que o Rádio seja feito com a
devida qualidade, primando pela ética e pela moral e que os meios de
comunicação sejam úteis como a sociedade espera.

Foto: Divulgação

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